Le Beau Mariage (Um Casamento Perfeito), de Eric Rohmer

Sabine decide casar. Avec quelq´un. Edmond quer ficar só. Filme feito desta impossibilidade – e de outras. Sabine mora em Mans, no entanto, estuda em Paris. Tem seus livros em Paris, mas outra parte de sua vida permance em Mans (trabalho, família, o quarto de criança). Queixa-se de querer algo que, contudo, nunca está perto dela (um livro que quer em Mans está em Paris e vice-versa). Não se sente confortável em lugar algum: em Mans ou Paris. Demite-se do trabalho. Relação problemática com o mundo apesar de saber o que quer para si. Edmond, ao contrário, está por completo estabelecido no mundo. É advogado. Defende as pessoas. Sabine as acusa. De incompreensão, de egoísmo, de hipocrisia. Ela estuda artes. Mas quer casar e ser dona de casa. E ter um filho. Uma comédia das contradições.

john coltrane: the father and the son an the holy ghost

um furacão parte do interior pulmonar bipartido ensandecido da respiração não faz sobreviver senão interrupção programada dor do efizema do cancêr a respiração é sopro o sax é barro um universo de coisas se agita no ar.

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Onetti: nem mesmo um vício que possa me fazer feliz

Devorando J.C. Onetti. Tipo de literatura que sempre atrai. Personagem escritor – como Onetti, como eu próprio (?). Habita grande cidade e sente-se irremediavelmente só. E infeliz. O livro se chama “A Vida Breve”: “Gertrudis e o trabalho imundo e o medo de perdê-lo, as contas atrasadas e a certeza inesquecível de que não há em lugar algum uma mulher, um amigo, uma casa, um livro, nem mesmo um vício, que possa me fazer feliz”. (p. 59). A certeza do infortúnio de estar no mundo. Da impossibilidade de outra coisa a não ser a própria consciência sobre isso.